26 setembro 2010

Inquieta

Meu silêncio é o reflexo da minha inquietação interna. Quem me conhece sabe disso.
Claro que isso não é corriqueiro. Meu silêncio às vezes é sinônimo de gentileza, da minha ausência filosófica, da minha falta de concentração, da minha "retirada" pela tangente, das minhas profundas e singelas observações, da minha raiva, e se quer saber... até mesmo da minha presença!
Mas é fato que meu silêncio é carta marcada de uma inquietação interna... inquietação que também demonstro na minha fisionomia, na velocidade que estou "andando", no meu olhar vago, na necessidade de preenchimento ou não do meu dia, no meu humor... etc.

"Quero porque quero sem te explicar..."
Tenho me sentido assim, sem explicações a dar. Na verdade acho que não as tenho. Ou eu achava que não as tivesse e as encontrei?
Acho que meus lados racional e passional estão em conflito.

Se não me engano, nunca postei direcionando à alguém especificamente e sim para expor um pensamento, mas querendo ou não, esse daqui é.
Mas não me pergunte pra quem é.
Sem querer ser grossa, mas já sendo... quem me conhece sabe e isso basta. Você que é o resto... fique na sua!

Voltando ao assunto...
Ainda não sei dizer ao certo se as respostas que tenho ou que faltam são para o que quero ou para o que não quero.
Tá, mas e se o que quero for o mesmo que eu não quero? Já digo que sim, se trata da mesma coisa!
Sendo assim, será que as respostas podem ser as mesmas?
Aí é que tá... não, não podem ser as mesmas.
Consegue entender que quero e não quero (a mesma coisa)?
Só não sei porque ainda não consegui pesar isso tudo...
Uma balança, por favor?



Racional

Sinto necessidade de ser comedida em algumas coisas sim.
Assim como preciso dar um passo de cada vez e de forma gradual. E sinto mais necessidade ainda de ser respeitada quanto a isso.
Não gosto de exageros, ainda mais se isso for me expor de alguma maneira. Se eu pedir para parar, é bom que pare ou posso "estragar" tudo só com a minha cara! Mas não espero que atendam meus pedidos... só estou avisando.
Guardo bem as palavras que me dizem, às vezes elas se embaralham e sim, jogarei todas elas na cara se for necessário. Não é por maldade e sim pra que seja relembrado o que já foi dito anteriormente... nem sempre as coisas são como a gente afirma que sejam. E, claro, isso serve pra mim também. Mas não faço nada que não espero que façam comigo, não tenho receio que venham com a mesma moeda.
Não busco na racionalidade nada que se molde, que mude ou que seja, pense ou aja como eu, mas há coisas das quais não sei me dispor e que esse lado racional insiste em me lembrar.
Não sei cuidar de ninguém, não gosto que dependam de mim e, menos ainda, que me dêem uma responsabilidade da qual nem eu tenho por mim. Não se trata de não querer agradar, pois eu sei fazer isso. Mas não dependa de mim para fazer algo que sozinha você faça, não se torne "incapaz" de algo porque estou por perto. Não dependa de mim para atravessar uma rua, colocar uma legenda no filme que pôs no dvd, pra abrir uma lata, pra pegar uma condução... se você faz tudo isso diariamente sem mim. Ainda não aprendi a lidar com esse tipo de atitude e nem quero aprender, não ainda.
Creio saber bem onde estou pisando e por isso as dúvidas... mas sendo franca? Bem franca? Não gosto de ver alguém que estou envolvida ter seus passos influenciados por "fatores externos", por mais que o que esteja sendo dito ou feito sejam todas elas coisas sinceras. Não importa o quanto, se são meus melhores amigos, se é uma paixão, se é alguém que estou simplesmente me relacionando... momentos de desvarios todos nós temos, todos nós. Mas não me faz bem alguém próximo a mim, que esteja comigo seja qual for a circunstância, ser tão fiel a algo que não o faz bem. Eu não tenho disposição para acompanhar isso, para estar ao lado e cuidar de tudo a partir do momento que começar a usufrir dessa fidelidade. Sim, irá sim se tornar depende de mim para dar um passo, por mais que diga que não será.



Passional

Há um tempo atrás uma pessoa me disse que sou muito mais passional do que penso ou demonstro... fiquei em silêncio. Mas acho que quem cala consente, né? Ou quem cala tem razão e quer evitar confusão? rs... Qual dos dois seria melhor? Bem, me calei por concordar... se eu questionasse cairia em contradição.
Sinto que meu lado passional tem me impedido de colocar tudo isso na balança.
Ser passional te dá muito mais facetas do que se possa imaginar: flexibilidade, paciência, ansiedade, falta de noção, tolices, fraquezas, audácia, fervor, felicidade, desentendimentos, IMPULSIVIDADE... tudo isso e seus opostos. Ser passional é ter suas contradições em duelo; estar em risco e gostar disso.
Gosto muito de ter tudo isso aflorado!







Acho que o lado racional está quase vazio, com poucas coisas pra colocar na balança... o lado passional é bem maior, tem um conjunto variado de coisas que o compõe, mas no final o peso é o mesmo, a intensidade do único fator de um dos lados é equivalente aos vários fatores do outro... essa é a minha inquietação. Nem sei se está passível de compreensão, mas é exatamente isso tudo que está escrito, apenas com coisas ocultas que não dizem respeito a todos que por aqui passam.

Querer? Sim, quero mais do que eu imaginava. Essa resposta é válida para o que estiver pensando... sim, está pensando no mesmo que eu, eu sei. Mas além disso, quero que essa inquietação se dissolva, só não sei com que resposta isso se dará... com isso, não sei quem vencerá... o passional ou o racional.
Não peço mudanças, aceito a essência alheia... cada um é de um jeito, só precisamos descobrir até onde a gente consegue ir.