16 setembro 2011

Quem Sabe Ainda Sou Uma Garotinha

Sentada em uma mesa de um bar (boteco, sei lá), em plena quinta-feira após sair da faculdade e ainda tendo uma sexta-feira para acordar às 4h30 da manhã, estava eu dizendo (pela milésima vez) que gosto de "envelhecer". Será que foi a cerveja? Não, não foi. hahaha..
Certamente a impressão que se tem é a de que me sinto mais.. adulta? Sei lá, deve ser, mas a impressão é sua e não minha. rs.
Então, não se trata de ficar mais velha ou de busca pela independência como uma adolescente que aguarda ansiosamente por seus 18 anos de idade, vai além e só com o convívio comigo para entender ou perceber o que de fato é.

Uns dias antes dessa quinta-feira eu pensei brevemente sobre circunstâncias em torno desse tal "envelhecimento" que tanto me agrada e uma das possíveis razões para isso é sentir cada vez menos vontade de autoafirmar atitudes, formas de pensar, gostos, existências. A gente autoafirma certas coisas sim e acredito que isso é involuntário. Normal.
Sim, precisamos dizer para os outros (sim, para os outros!) que estamos em um momento fora da nossa realidade, não somos assim! Não?! Não, claro que não. Nós somos intelectuais, leitores assíduos de vários gêneros literários, somos ecléticos, socialmente corretos, ousados e cometemos erros como quaisquer seres humanos e quando estamos "perdendo tempo" lendo sobre a vida dos famosos, fazendo compras supérfulas, desejando coisas avessas a esse mundo que julgamos "produtivos", assistindo novela, é porque estamos dando uma pausa na realidade e nos deixando levar pelo momento fútil, tolo, besta, capitalista. Porque não somos assim, não são nossas prioridades e você precisa saber. Imagina, eu assistindo novela?! Não, estou em um momento fútil!
Você, eu, eles, todos nós fazemos isso, pelo menos uma vez já fizemos e foi com essa intenção sim, de autoafirmação, de dar uma justificativa para sua atitude "fora do normal". Ausentar-se disso, dessa explicação à sociedade, também é involuntário e, para mim, faz parte do reflexo do nosso amadurecimento. Não que isso vá sumir, durante toda a nossa vida teremos essa característica, seja com 20, 30, 40 ou 50 anos de idade, mas as coisas começam a tomar outros contornos, apenas isso. Deixa de ser "necessário" e só, não quer dizer que irá sumir do nosso presente.
Não estou dando a resposta de nada, nem criando um conceito, ou dizendo que é o certo, se trata apenas da minha visão diante de mim mesmo.
Confesso que achei super chato o que acabei de escrever, mas foi saindo, saindo e fiquei com pena de deletar! hahaha..

Mudando um pouco de assunto, mas sem sair do foco. Como já citei, adoro ficar mais velha, acho que essa fase de crescimento estará em mim durante toda a minha existência, até se eu varar os 100 anos! rs. Com isso, mais uma razão eu encontro para tal contentamento e o melhor até agora. Ficar mais velha não é só ficar mais velha... é construção, é aquisição, é conquista, é resultado. Não preciso me aprofundar, né? Renovação, essa palavra resume bem! Renovação não porque me transformo em uma nova pessoa, mas porque a cada ano que se passa (ou que se ganha?) maior eu me sinto.
Suficiente!

Essa semana um "amigo" do facebook postou o seguinte:

"Numa sociedade que cultua a juventude, envelhecer é sinônimo de perda, de “menos”. Fisicamente perdemos, isso é fato. Mas, às vezes, me sinto e tenho atitudes tão deliciosamente infantis ou adolescentes ou de jovens. Sabemos o que é ser criança, adolescente, jovem, adulto e maduro. E se o velho dentro de mim não for um chato,...rsrsrs...posso ser um pouco de cada. Enfim, envelhecer pode ser mais, mais opções, mais prazer, mais alegria.
“Quem sabe ainda sou uma garotinha”."






Confesso que me passou sinceridade. Tá, e por que não passaria, Ana? Não sei, só sei que me passou muita sinceridade mesmo, além de sutileza, sensibilidade e maturidade.
Um dia atingirei isso, sou um pouco limitada para com essa descrição, pois não assumo essas possibilidades, fato, embora viva todas elas sem querer. Perco-me um pouco na minha própria maturidade.
Nem fiz nenhum comentário na postagem, deveria, pois gostei bastante, mas costumo fazer isso quando tenho o mínimo de proximidade com a pessoa e não é o caso. Às vezes eu sou tão formal, nossa Senhora! hehehe.
Outra observação sobre esse escrito é que ele é tão Caroline, só faltando à ela aceitação como a de quem fez a citação! Um dia, né amore? hahaha..



Com isso tudo, acabei recordando de algumas postagens antigas e que adoro: Delicadeza, Sintonizando e Gente Inocente.

É isso. Um dia volto a fazer postagens curtinhas! Prometo! :p